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Segunda-feira, Junho 30, 2003
[cbjr] Os caras não são poetas e a música deles é de qualidade duvidosa e altamente discutível. Uma vez eu li no blog da Mary que às vezes ela acha uma pérola encrustrada no pop/rock nacional. Na hora, desdenhei, mas ultimamente esses versos aqui andam povoando minha mente: "'Inda vejo o mundo com os olhos de uma criança que só qué brincá e não tanta resposa mas a vida cobra sério e realmente não dá p'rá fugí". E tá foda constatar isso como verdade... [eu quero o modem da minha casa funcionando, porra!!! até então, posts (e comentários) serão escassos... merda!] Quarta-feira, Junho 25, 2003
[E o Telefone Toca...] Segunda, às 21:56:37 (segundo meu molecular) e fala uma voz rouca - imagine uma mistura de Pato Donald bem sinistro com Gil Gomes... por aí você tem idéia do sujeito: - Alô? - Alô. - Quem falaaaaaa? - Depende com quem você quer falaaaaaaaaar. (eu também sei esticar as palavras...) - Quero falar com a Raquel. - E quem quer falar com a Raquel? - Eu. - E quem seria "eu"? - Um preso. - Hã? - Estou preso aqui na escola. - É sério isso? - É. Eles não me deixam sair. - Hahahahaha! Você é muito mané para ficar preso na escola. - Mas quem tá falandoooooooooooo? - engrossando a voz. - Alguém que só vai deixar você falar com a Raquel se você se identificar. (porque blefar é legal) - Ah, mas você não sabe quem eu sou. - Verdade. - Eu sou perigoso. - Agora deu medo. - Eu posso fazer atos violentos. Onde você está? - Carinha, eu sou da Zê-Éle. Eu é que sou perigoso. (claro.) - Da onde você fala? - De perto de você. (há! eu vou assustar esse puto) - Eu falo da Zona. - Zona Leste? Eu sei. Eu tenho seu telefone. - Não, você não tem. - Hã, é 686... Alguma coisa. - Você não sabe. - Cê não vai fazer eu procurar, vai? - Você não sabe. - Bosta, péra... 15 segundos depois, apertando botões e me atrapalhando todo: por que esses botõezinhos têm que ser tão "inhos"? - Ah, péraí... (ou seja, patético, da minha parte) - É 6563-0347 - É isso aí!!! - E você não vai passar para a Raquel, malandro? - Se você me disser seu nome, eu passo. - Bem, já que a Raquel não tá aí, eu vou aproveitar que abriram o portão e vou fugir. - Sem falar com a Raquel? - É, você tá embaçando. Tchau. E desligou. Terça, às 09:10 da manhã, eu ligo de volta: - Bom dia, a Raquel está? (porque eu tinha que acordar o candango). - Que Raquel? - Aí não é da casa da Raquel? - Aqui é uma escola. - Fala sério! - Adolfo Pluscatti. (ou algo muito parecido) Tipo... meu queixo caiu. - Hã... por acaso não tem ninguém sendo mantido preso aí, tem? - É trote, né? Vai s... - e desligaram. Liguei de novo às 21:59:49. Atenderam e eu perguntei do namorado da Raquel. Então a mocinha simpática disse que era um telefone público e que não tinha como saber se o namorado da Raquel tava por perto. Perguntei então o telefone dela, mas ela desligou na minha cara. Acho que ligarei hoje novamente. Eu realmente não tenho mais o que fazer à noite. [resposta do post anterior: propaganda do álbum "hail to the chief", do radiohead. você liga e eles colocam um pedaço da "there, there" p'rocê ouvir.] Segunda-feira, Junho 23, 2003
[Propaganda]
FAMINTO? DOENTE? DESESPERADO POR FÉRIAS? DOCE? FRESCO? VOCÊ FARIA QUALQUER COISA? CHUPAMOS SANGUE NOVO! QUEREMOS CARNE FRESCA! QUEREMOS SANGUE NOVO! 0 XX 21 2528.1245 Fotos (agora ficou fácil): 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 [isso é uma propaganda que eu vi numa revista e na 23 de maio. claro que eu liguei. do trampo, mas liguei.] Terça-feira, Junho 17, 2003
[Então o dia tá bem quando termina bem...] (aquele sábado...) Chame 20 pessoas para fazer um foundue. Não há problema se apenas 7 forem (maus-sapões, vocês sabem quem vocês são...) O importante é dar risada, brincar, comer foundue de queijo e de chocolate, tirar sarro, fotos de roupões, tomar vinho quente, comer pinhão que parece barata... uma orgia gastronômica, enfim. Seguido de Trash, sofremos umas perdas de bloggers no caminho, mas ganhamos a presença de outros. Uma maravilhosa noite de sábado prum dia que tinha começado tão ruim. Agradecimentos aos presentes que animaram a noite: Larinha, Anny, Nabuco, Karlota, D*, Jedi e Tiago DJ. E tudo que o Sr. Klein e Dona Bia falarem (principalmente sobre cabelos queimados) será mentira. Ah, e cês já viram a dona Ruça vestida de anjo? E hoje acordei de bom humor. Olha que está tendo greve de metrô em São Paulo. E amanhã é pré-feriado e deve chover no fim da tarde, segundo a meteorologia. Isso significa que eles querem tirar meu bom humor, mas não vão conseguir. [quando cê quer muito uma coisa, o universo conspira a seu favor... quem é que anda querendo me sacanear então?] Sábado, Junho 14, 2003
[Comparações] Pior que uma sexta-feira 13 de cão, só passar um sábado 14 trabalhando. [post homenagem a todos aqueles que trampam de sábado. eu não invejo vocês.] Sexta-feira, Junho 13, 2003
[Dúvida Cruel] Aí: posto qualquer coisa por postar ou falo que hoje não postarei, prometendo que postarei algo que preste na segunda (como se imaginação fosse um botãozinho on e off)? ...eis a questão!!! É que não achei a porcaria do caderno verde. Se bem que mesmo com a preguiça que tô agora, nem ia digitar tudo... Será que não tem nenhuma notícia interessante aqui? ["postar"... isso existe em portugês?] Quarta-feira, Junho 11, 2003
[Mês de Santo Antônio] Hoje é aniversário do meu irmão (é, somos "Gêmeos", duh) e eu quero comprar um presente para ele. Não sei ainda o quê, mas o que rola é uma puta preguiça de ir comprar algo. Porque brasileiro é foda. Porque brasileiro deixa tudo para cima da hora. Porque brasileiro deixa suas compras para o último dia. Não que uma legião de pessoas irá invadir o shopping para comprar um presente para ele, longe disso. O lance é amanhã. O fatídico, inveitável, certeiro e comercial, claro, Dia dos Namorados. Entendem a preguiça que abateu agora sobre esse que vos escreve? Imaginaram o corre-corre nas lojas de última hora? Hoje é meio equivalente a Véspera de Natal, em um aspecto lojístico-shoppingstíco. Amanhã é o dia dos programas dos casais. A cidade amanhecerá diferente, mais romântica. Os casais, que já gastaram tubos para presentear seus consortes, irão gastar ainda em restaurantes finos, motéis luxuosos (afinal, é o segundo dia do ano de maior lotação nos motéis). Pássaros cantarão felizes em seus ninhos de amor. Até mesmo hotéis mais chinfrins deverão ser superlotados, afinal, 12 de junho acontece apenas uma vez por ano - e ai se o casal não sair: sério risco de ser o último Dia dos Namorados juntos. Mas o que impera na cidade são as caras apaixonadas. Aquela fila de cinema quilométrica somente formada por pares. E seus amigos apaixonados cheio de compromissos para essa noite de quinta? O clima açúcarado impera na cidade, chegando a botar diabéticos em coma, com os coraçãozinhos pendurados em shoppings, onde os casais desfilam como se estivessem andando em uma linda colina verde de grama, com a brisa em seus rostos enquanto contemplam o pôr-do-sol que tinge o céu de vermelho...
Ok, momento repulsa-dor-de-cotovelo acaba por aqui. Amanhã é também o dia dos solteiros irem à caça. Afinal, alguém precisa de mais esdrúxula desculpa além do fato de ser "Dia dos Namorados" e não querer terminar a noite sozinho? Espero que você, pessoa super descolada, inteligente (afinal, você lê meu blog), bonita e simpática, não esteja pensando em ficar chupando o dedo em casa, vendo pela 572ª vez "Uma Linda Mulher" na TV (ou "Linha Direta", que seria pior ainda), se almadiçoando por não ter ninguém... Pelo menos cê pode se divertir com pessoas que estejam na mesma situação que a sua. Mesmo se isso significar encher a cara com pinga Marimbondo e às quatro da manhã chegar em casa dizendo que essa data só te deixa deprê porque é uma puta data comercial. Eu te entendo. Mas minha idéia de farra amanhã não é encher a cara. Não muito, pelo menos! A propósito, um cara aqui do trampo tá enrolando para sair com uma mina desde o final de maio, apenas porque não quer dar presente de Dia dos Namorados p'rela. Disse também que ela não passa de sexta-feira. Então, tá! Só não vou dizer que ela tá puta da vida com ele, primeiro porque ela pediu para ele não ficasse sabendo e, segundo, porque eu sei que ela vai se fazer de durona para entregar o jogo na hora H. E aí eu também concordo que não passa de sexta. Mais uma informação: não estranhem, novamente, a programação mela-cueca de amanhã, na 89FM. Faz parte. Gostaria de aproveitar o post e, encarecidamente, pedir para que ninguém pendure Santo Antônio de ponta-cabeça e debaixo da cama. Pô, acho que o velhinho é gente boa o suficiente para arranjar alguém para ti sem precisar desse sofrimento. E, afinal de contas, dia 13 é o dia dele, então respeitem os mais velhos. [apesar dos pesares, eu ainda acho simpática a idéia de ser solteiro. a falta de carinho naquelas certas noites (ou dias, às vezes) faz falta, claro, mas a sensação de liberdade é magnífica, ainda que ludibriante se dermos bobeira.] p.s.: O lance da jangada até que era fácil. A Nanda Panda já colocou o resultado lá no comentário do blogger (porque o Enetation tá uma merda). Segunda-feira, Junho 09, 2003
[lógico] Então tinha esse pai que abusava das filhas. É, não podia ficar com as filhas que abusava delas. Pecaminoso, até. E, por esse motivo, a mãe pegou simpatia pelas filhas e sempre as protegiam. Com isso, a mãe queria mais é que os filhos homens morressem; sobrava para o pai protegê-los. Caso ele saísse de perto, a mãe metia porrada. Uma família normal. Assim eles estavam passeando quando chegaram à margem de um rio, que tinha uma jangada. Junto com eles, chegou um policial com uma prisioneira. A mina era psica: tinha cabelos vermelhos, olhos fundos que mais pareciam óculos com aros pretos e grossos... Provavelmente uma indie que foi presa. E dona de um puta chute potente. Revoltada com a vida, não gostava de ninguém. Só respeitava o guardinha, talvez devido a uma tara com algemas e coisas assim. Ou porque o guardinha tinha cara de malaco, vai saber. Então eles tinham que atravessar o rio. Só que a jangada só levava duas pessoas por vez. Sendo que tinha todos esses poréns aí citados. Quer tentar? Clique aqui: http://smallcampus.net/html/maths_games/2001-05-03/riverIQGame.swf (aperte o botão redondo que aparecer no canto inferior direito) Lembrando que as crianças são burras demais para operar a jangada e que a prisioneira pode ser deixada sozinha porque ela tem uma tara pelo policial. Mas parece ter QI limitado porque não sabe manusear a jangada... tsc tsc tsc... Vou tentar resolver esse probleminha de lógica até o próximo post. Não deve ser tão difícil. Acho... [é oficial: olha a porcariada que a falta de imaginação nos leva a escrever... se bem que isso me lembrou uma história para um próximo post. só falta achar um determinado caderno verde de 14 anos atrás...] Sexta-feira, Junho 06, 2003
[eu odeio] - eu odeio que mexam o café com a colherzinha de colocar açúcar; - eu odeio ter que acordar cedo; - eu odeio esperar pelo ônibus; - eu odeio ônibus lotado de manhã e ficar sem lugar para cochilar; - eu odeio acordar atrasado e ter que pegar metrô, onde você não pode cochilar; - eu odeio me atrasar; - eu odeio quando não tem coisas gostosas para comer no almoço; - eu odeio minha coleção de espinhas na testa; - eu odeio atum; - eu odeio arrogantes; - eu odeio provar roupa para comprar; - eu odeio ser inseguro e tímido (ainda mais em horas erradas); - eu odeio o Galvão Bueno; - eu odeio baixar músicas em looping; - eu odeio quando me remendam; - eu odeio quando não entendem o que eu falo porque me expresso mal; - eu odeio quando o durex não cola o papel; - eu odeio ficar de mau-humor; - eu odeio ter que me levantar para abrir a porta para a gata; - eu odeio quando acaba a força (especialmente quando estou no chuveiro); - eu odeio ainda não ter carro; - eu odeio quando o café demora para chegar depois do almoço; - eu odeio ficar apertado quando estou no ônibus; - eu odeio fax (ainda mais aqueles com bobinas e não sulfite); - eu odeio quando acaba o papel no banheiro; - eu odeio quando fuçam nas minhas coisas; - eu odeio bagunça; - eu odeio ser totalmente desorganizado; - eu odeio se alguém arruma minha bagunça coisas do seu jeito; - eu odeio minhas contradições (mas até as curto); - eu odeio a idéia de que possam usar esse post contra mim num inimigo secreto; - eu odeio o fato de ter que fazer a barba; - eu odeio a voz da Alanis Morissette; - eu odeio estar cheio de trabalho e não ter um pingo de vontade de trabalhar; - eu odeio as formigas que estão invadindo minha casa; - eu odeio não ter caneta quando eu quero anotar algo extremamente necessário; - eu odeio minhas unhas encravadas e inflamadas dos dois dedões de meus pés; - eu odeio as novas Fantas; - eu odeio quando me pegam fazendo coisas que não devia; - eu odeio falar sem pensar duas vezes; - eu odeio quando o telefone toca quando estou escrevendo um post; - eu odeio quando só reclamam ao telefone (acho que vou ser psiquiatra, analista); - eu odeio quando o meu chefe vem falar comigo (exceto quando ele oferece carona); - eu odeio o weblogger (por isso eu mudei); - eu odeio quando dizem "prá mim saber"; - eu odeio abacate; - eu odeio nêgo cortando no trânsito e criando faixas antes inexistentes; - eu odeio internet com conexão discada; - eu odeio pessoas que odeiam tudo; - eu odeio não lembrar de tudo que odeio; - eu odeio posts negativistas como esse; - eu odeio odiar coisas que eu não me lembro aqui; - eu odeio a falta de criatividade que me abateu e fez eu fazer um post assim. [bah! será que um dia eu vou conseguir escrever um post desse tamanho só com "eu adoro"?] Terça-feira, Junho 03, 2003
[da exaustão e seus perigos...] Ao invés de falar que sexta feira eu fui no Sattva com amigos (aliás, o Ludov tocou lá e são muito bons, conforme a Lija já tinha dito), no sábado na Trash com outros e domingo teve almoço aqui em casa com ainda outros, seguido de lanche da tarde com a família e boliche no fim da noite, eu vou falar de um sintoma de exaustão por ter dormido pouco nesse fim de semana:
Cena 1: Consultório do dentista. Tava eu na cadeira do carrasco arrumando o aparelho que tava precisando de um trato geral. E isso demorou pacas. Fora que eu tava com um dente doendo: - Aaaaa... dói. - Eu não tou sentindo nada. - Eu também não tou sentido que vou pagar hoje se continuar desse jeito. - Tá bom! Qual dente que dói? - Esse - e apontei. - Esse qual? Eles têm nome! - Esse, catzo - e apontei de novo. - Ah, o incisivo lateral superior esquerdo. - Hã... é, esse... Qual o nome dos outros? - Vai na ordem: incisivo central, incisivo lateral, canino, primeiro pré-molar... - e aí me falou todos. Então tirou o aro e começou a ajustar o que precisava para não ficar apertando o dente. Imediatamente, eu capotei de sono na cadeira. Cena 2: Um palco. Então tinha esse palco vermelho bem clarinho e tal. Todo aveludado. E tinha dois andares. Então um monte de crianças do jardim de infância entraram vestidas de dentes... cada uma na forma e lugares correspondente a uma arcada dentária humana. Os que estavam no meio começaram: - Nós somos os incisivos centrais. Aqueles logo ao lado continuaram: - Nós somos os incisivos laterais. Por seguinte: - Nós somos os caninos! Só que um dos moleque-canino tinha ficado quieto. Foi o que bastou para a professora entrar berrando com ele e dar um tiro, enquanto falava "isso é o que a cárie faz com os seus dentes". E o moleque caiu lá de cima do palco. Não sei se morreu com o tiro ou com a queda do palco, porque ele fez um barulhão quando caiu no chão. Cena 3: Consultório do dentista Eu acordo com um pulo da cadeira e o dentista fica me olhando estranho. Definitavemente eu estou precisando de uma boa noite de sono. [fora quando eu tô no coletivo e dou uma leve pescada. nessas ocasiões eu sempre sonho que estou caindo e acordo assustado. pelo menos o susto (e não o cochilo) faz o sono passar um pouco.] Domingo, Junho 01, 2003
[...p'rá entrar na idade da flor]
- Feliz Aniversário, Garotão! - Eu me recuso a comer isso! (Pois é: um bolo, com um rato travestido de ratazana?)
- Você pode fugir, mas não pode se escondeeeeeeeer.... (pois é... 24 anos chega para todo mundo...) [e chega de papo que é hora do almoço especial! lasagna, claro!!!!] |