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Quarta-feira, Julho 30, 2003

(a-há! hoje eu não esqueci de mandar o post para casa:)

[Biribikan Katabanda... Kikerá!!!]

Última quarta-feira, ao telefone:
- E ae, cara!?
- Faaaaaala Dan!

(supressão das piadinhas de gosto duvidoso)

- Então, cara... tô te ligando para perguntar do carro.
- Ahn...
- Lembra que você me disse que era para ligar no fim de julho, que aí você estaria com o novo carro engatilhado?
- Pois é, Dan...
- Então, como é que a gente faz?
- Pois é, a gente não faz.
- Ué, que acontece?
- É que trocar de carro era mais um mimo. Então eu resolvi guardar o dinheiro que teria que gastar na troca e investir mais em algo p'ro futuro, tipo um apartamento e tal.
- Ah, é verdade. Eu fico chateado, mas o imóvel é um investimento e tal, que pode valorizar e na pior das hipóteses ele é teu e ponto. Já o carro desvaloriza toda hora e se cê quer manter o dinheiro cê tá certo.
- Ô, desculpa aí que não vai rolar.
- Sem galho, não vou ficar bravo por causa disso...

Então conversamos sobre outras coisas e depois que a gente se falaria no aniversário de um amigo no domingo.

- Fala, carinha!!
- É, fala.
- Que foi? que cara de enterro...
- Preciso conversar com o senhor.
- Que foi que eu fiz?
- Sobre o carro.
- Que aconteceu?
- Entortaram a porta para tentar abrir. Não conseguiram...
- Que bo...
- ...e então quebraram o vidro do passageiro para levar o rádio.
- Putz!
- Pior que levaram a frente e meteram o pé-de-cabra para tirar a parte de trás.
- Nossa, deve tá um puta buraco.
- E os fdp não conseguiram tirar a parte de trás do console, mas destruiram tudo.
- Que merda! Mas veja o lado bom...
- Qual?
- Você não ia vender ele mesmo para mim!!!

(supressão de impropérios proferido pelo amigo em respeito aos leitores)

E a caça ao veículo do Zerø continua... (notar que não é um veículo zero, mas o do Zerø).

[eu tô numa fase de ansiedade tremenda. acho que esse ano é o ano dos acontecimentos, mas é claro que eu ainda tenho que esperar para algumas coisas que (ainda) não aconteceram. o carro é um exemplo. tentar trampo novo é outro. ansiedade é uma merda, mas, por outro lado, é uma sensação muito boa quando tudo acaba bem. e vamos ver se realmente "every little thing is gonna be alright"]

Publicado por dan.zero às 9:47:01 PM
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Terça-feira, Julho 29, 2003

[Hi.a.to]

Como meu último post data de uma semana atrás, entrei em hiato.

Segundo o Aurélio: Fig. Lacuna, intervalo, falha.

Motivos:

1) falta de inspiração
2) Blogger maldito que não faz login
3) Fazer um texto imenso e o blogger perdê-lo
4) Esquecer de mandar um texto que fez no trampo para casa.

[amanhã eu volto! e dessa vez com o post de verdade. ou não]

Publicado por dan.zero às 11:17:52 PM
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Quarta-feira, Julho 23, 2003

[Preocupação]

Nesse exato momento em que escrevo isso, a maior preocupação do time do Corinthians é não conseguir fazer a porcaria de um gol no time do Bahia, que tá lá embaixo na colocação.

Meu pai, que assiste o jogo, tem, como maior preocupação, torcer. E também não se empolgar e levantar bruscamente porque ele operou de hérnia de disco na semana passada e agora tem que ficar 30 dias de repouso em casa, sem movimentos bruscos, essas coisas. Mas tá bem.

O meu irmão mais novo não chegou em casa ainda. Sei lá qual a maior preocupação dele nesse momento, mas quando ele chegar em casa, com certeza vai ser sobre o que colocar de recheio no pãozinho, que tá quentinho. Bem, os dois que eu comi, pelo menos estavam. E não me olhem com esse olhar de reprovação porque as fatias de presunto e mussarela tavam contadas!

Nesse momento, as minhas preocupações se resumem, em primeiro plano, me culpar por comer dois pãozinhos - não por causa do meu irmão, mas por ser a essa hora da noite -, com a barriguinha e, em segundo plano, com o impulso, já que não tenho Internet à cabo, rádio, ou o que seja! E, em terceiro plano, em conseguir um novo emprego...

Falando nisso, lá no meu trampo atual, a maior preocupação que um cara tem é de receber bem. Ele foi "indicado" por maiorais e o meu chefe teve que engolí-lo no setor, ganhando tipo, quase dois mil a mais que eu, por exemplo, sendo que exerce a mesma função (e ele não sabe que eu sei o quanto ele ganha). Agora ele quer sair e não tem qualificações para um cargo maior e, para cargos menores, ele não quer aceitar o salário (que seria mais normal).

E, voltando do trampo, na hora que eu tava descendo do ônibus, uma senhora, que se identificou como diarista que trabalha aqui na Vila, segurava seu filho pequeno e disse que só tinha 15 reais, precisando, assim, de mais 50 para ir para a cidade onde a mãe dela morava porque, na verdade, a mãe dela havia falecido. E se ela não conseguir o dinheiro nesta noite ela até consegue chegar na cidade (acho que é São José dos Campos), mas aí a mãe dela já teria sido enterrada e ela não poderá se despedir.

Eu me senti um merda por realmente não ter dinheiro desta vez e por ver que tem gente em situação tão pior que a minha. Isso ajuda a gente colocar as coisas em perspectiva, sabe?

[numa nota bem mais light, quando eu tava indo para casa, vi algumas folha de sulfite coladas em diversos postes: "você quer participar da festa do luciano szafir? ligue 6724-6484 ou 9959-5412, falar com cibele". só que desta vez eu não liguei. alguém se habilita e vem aqui me contar?]

Publicado por dan.zero às 10:49:48 PM
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Sábado, Julho 19, 2003

[D.I.A.]

Porque daqui a pouco será dia 20.07:

----- Original Message -----
From:
To: ------
Sent: Friday, July 20, 2001 7:30 PM
Subject: Apesar do meu stress de hoje,...


...(porque apesar de sexta-feira, o bicho tá pegando... na verdade é apenas cansaso) queria desejar a todos que me aguentam diariamente, àqueles que eu já encontrei, àqueles que vou encontrar, àqueles que eu talvez nunca vá ver, àqueles que já se foram, àqueles que talvez eu naum veja mais, àqueles que eu dei furo, àqueles que são pequenos demais para ler, aos pacientes e aos impacientes também, aos brigados e aos não brigados também, àqueles que não pude achar os endereços de e-mail, àqueles cujos e-mails retornarão porque eu digitei errado, aos decepcionados e aos não decepcionados, aos mal-humorados e aos bem-humorados, aos nerds e aos que acham que naum são, aos que naum tão nem aí e nem se importam com essa mensagem (que devem estar pensando "mas que porcaria é essa no meu mail?"), aos viciados em qq coisa e aos não viciados em qq coisa (há, sei que tem...), e a todos que estão lendo aqui um Feliz Dia Internacional do Amigo.

Que vcs possam relembrar das pessoas que passaram por sua vida com muito carinho, lembrando sempre dos bons momentos, esquecendo (ou dando um desconto) os maus, carregando sempre momentos felizes e valorizando as amizades atuais - que estas possam perdurar para sempre...

Às vezes é frolic a falta de tempo diária que temos, seja para telefonar, mandar um mail, manter o contato, agradecer alguns cartões de aniversário que me foram enviados e eu não respondi (valeu, pessoal!), mas resolvi assim mesmo gastar uns (vários) minutos hoje do meu dia (e eu posso garantir que eu escrevi essa mensagem no dia 20/07 mesmo - diferente daqueles e-mais que vc recebe em janeiro comemorando a Semana da Amizade... tsc tsc tsc) para mandar essa mensagem para algumas pessoas que fico no mínimo contente por ter conhecido... Por um motivo ou por outro, obrigado!

Grande abraço !!!


[direto do meu outlook do trampo. ah, depois eu descobri que "frolic" significa "divertido". mas eu sempre o uso com o sentido de foda. no mau sentido da palavra...]

Publicado por dan.zero às 7:06:33 PM
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Quarta-feira, Julho 16, 2003

[A Corrente]

Ela tinha uma correntinha dourada com três pingentinhos que representava seus filhos: duas meninas e um menino. Ela gostava de brincar com esta, colocando-a no indicador e girando-a rapidamente, fazendo assim o tempo passar naquela noite. Era sua única riqueza material, de ouro de verdade e tinha um valor sentimental enorme. Isso explica o seu desespero quando o fecho da corrente se arebentou e tudo saiu voando para o meio da rua. Ela ia para o meio da rua procurar os seus pingentes, mas um carro passou a milhão e ela teve que se desviar para não ser atropelada.

Naquele carro um homem levava sua mãe às pressas para o hospital, pois a pobre velhinha havia se acidentado em casa ao tentar alcançar o pote de arroz que ficava na última pratileira do armário. Ela tinha uma escadinha que usava para alcançar os lugares mais altos, mas como esta estava bamba, resolveu usar uma cadeira. Acabou perdendo o equilíbrio logo naquele dia em que ela faria o tão prometido risoto para sua nova vizinha, um sinal de cordialidade comum naquela vila tão tranquila onde eles moravam.

A nova vizinha havia pensado em comprar um vinho para acompanhar a janta, mas acabou esquecendo, pois no supermercado ela esbarrou no ex-namorado, que trabalhava como repositor naquela loja. Surpresos, um com o outro, conversaram sobre quanto tempo não se viam, sobre as circunstâncias que causaram a separação do casal e como a transa costumava ser boa naquela época. O papo esquentou e eles resolveram esfriá-la no refrigerador da loja; finalmente uma velha fantasia dele se tornava realidade.

Ao chegar em casa naquela noite, ele resolveu que aquela era a gota d'água que o faria separar da atual mulher, pois já não a amava mais e o sexo costumava ser muito melhor - hoje ele teve a prova final disso. Depois de tanto excomungar Deus por não conseguir ter um filho, agora ele O agradecia por não ter um fardo que o obrigasse a manter um relacionamento condenado ao fracasso. Abriu a porta e leu a sua correspondência em cima da mesa. Entre elas, havia um bilhete que o fez rir, pois sua mulher tinha saído de casa, convencida a viver com o amante, de quem ela afirmava estar grávida. O que era mentira: apenas uma desculpa para ela poder ser aceita naquela outra cidade.

A menina nunca chegou a conhecer o verdadeiro pai; achava que era filha do padastro, que havia deixado sua mãe um pouco depois de ela nascer. E assim cresceu, sem nenhuma figura paterna. Porém, ela nunca sentiu a falta de nenhum deles, pois a mãe a amava muito. Demais, até. Tanto que quando descobriu que sua única criança havia perdido sua inocência para o padre da paróquia, não hesitou e matou o depravado com dois tiros de carabina.

Triste quando um paga pelo pecado de dois. E tristeza maior morrer por puro amor, cujo único erro era ser recíproco. O padre não experimentava amor como aquele já há 15 anos, quando em um momento único, conheceu uma moça que o deixou terrivelmente apaixonado. Porém, a Madre Maria Antônia não podia corresponder a esse amor tão proibido e por muito tempo ele sempre ficou sonhando com aquele sentimento para com aquela bela mulher.

Naquela época a Madre era uma garota de 23 anos muito bonita. Era bem quista pelos pais cujos filhos catequizava e a criançada sempre arranjava um regalo para a professora preferida. Ganhava mimos das meninas e dos meninos, tais como lembrancinhas artesanais feitas de madeira ou pano, incensos que ela jogava fora pois não gostava do cheiro, maçãs e, uma vez, teve que recusar o presente de um garoto cujos olhos brilhavam em sua aula. Provavelmente ele teria pagado caro e ela não poderia aceitar.

O garoto que adorava a Tia Madre ficou chateado, mas terminou por levar seu presente para casa, deixando-o em cima da mesa. O pai viu e perguntou onde ele tinha conseguido aquele objeto reluzente. Recebeu uma resposta murmurada que fora achado na rua e que podia ficar para ele. O pai então colocou-o na carteira, de onde tirou somente à noite, quando foi pagar a prostituta com quem ele costumava dormir há quase um ano.

Ela recebeu o presente no maior bom grado e agradeceu chorando pois ela justamente havia perdido um pingente de menina de sua corrente na noite anterior.

[isso é para lembrar que o mundo é um cocô beeeeem pequenininho, tipo de coelho, mesmo. e também para lembrar que sexo muda as coisas. para melhor ou para pior, mas muda.]

Publicado por dan.zero às 11:17:35 PM
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Segunda-feira, Julho 14, 2003

música originalmente do Joni Mitchell[Você não sabe o que tem até perder... ]

Eu tenho que começar a fazer textos mais elaborados aqui no blog. Hoje eu tinha que fazer uma redação durante uma entrevista. O probelma é que era tema livre. Então eu pensei que talvez eu tivesse um texto no blog que eu pudesse aproveitar. Foi a pior coisa que eu fiz porque gastei cinco minutos rindo e pensando em papel higiênico. Mas acho que fui bem no final das contas...


"Big Yellow Taxi" - Counting Crows feat. Vanessa Carlton

They paved paradise and put up a parking lot
With a pink hotel, a boutique, and a swingin' hot spot
Don't it always seem to go
That you don't know what you got 'til it's gone

They paved paradise and put up a parking lot

They took all the trees, and put'em in a tree museum
And they charged the people a dollar and a half to see them
No, no, no... Don't it always seem to go
That you don't know what you got 'til it's gone

They paved paradise, and put up a parking lot

Hey farmer, farmer, put away your DDT
I don't care about spots on my apples,
Leave me the birds and the bees... Please....
Don't it always seem to go
That you don't know what you got 'til it's gone

They paved paradise and put up a parking lot
Hey now, they paved paradise to put up a parking lot
Why not?

Listen, late last night, I heard the screen door slam
And a big yellow taxi took my girl away
Don't it always seem to go
That you don't know what you got 'til it's gone

They paved paradise and put up a parking lot
Well, don't it always seem to go
That you don't know what you got 'til it's gone

They paved paradise to put up a parking lot
Why not? They paved paradise and put up a parking lot
Hey hey hey... Paved paradise and put up a parking lot

I don't wanna give it... Why you wanna give it?
Why you wanna giving it all away?
Hey, hey, hey... Now you wanna give it
I should wanna give it... Now you wanna giving it all away

Hey, paved paradise to put up a parking lot

[sim, momento meio deprê]

Publicado por dan.zero às 9:18:43 PM
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Quarta-feira, Julho 09, 2003

[Momento Cultural: Papel Higiênico]

Volta e meio recebo um e-mail que, entre outras adivinhações, tem essa:

Quantos homens são necessários para trocar o rolo de papel higiênico?
- Não se sabe; nunca se viu nenhum deles fazendo isso.

Ok, é verdade - e não nego que eu pego um rolo novo e deixo em cima da pia ou então lá em cima do porta-rolos (se é que é esse mesmo o nome). Mas por que tem gente que coloca o rolo ao contrário? Pô, vejam isso:



Claro que o da esquerda é o que está corretamente posto, já que o papel a ser utilizado fica em cima, respousando no próprio rolo. Já o da direita, que parece ser a mesma coisa à primeira vista, está errado porque o papel fica caíndo para trás - e como NINGUÉM puxa o papel corretamente (puxam por cima e não por baixo), fica sempre então um tanto de papel contaminando, pois está encostado na parede ou às vezes no chão, forçando-nos a jogar um pedaço fora.

Vocês vejam que num site aí, eles até perguntam da preferência... e o CERTO ganha com 76%... Então, 24% restantes, veja se aprendam, que eu tô cansado de ficar arrumando os rolos de papel higiênico por onde eu vou.

[será que vocês se lembrarão de mim quando trocarem os rolos de papel higiênico? e o que viria a ser "obsessivo-compulsivo"?]

Publicado por dan.zero às 5:01:28 PM
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Domingo, Julho 06, 2003

[Premonição]

Recentemente assisti "Premonição 2" no cinema e, méritos cinematográficos deixados de lado, o filme é assustador. O lance é que uma mina tem uma visão antes de entrar em uma auto-estrada: ela e mais uma pancada de gente será pega no meio de um engavetamento causado por um caminhão e morrerão todos. Ela consegue evitar o acidente, mas depois a morte passa a perseguí-los. Eu não tive nenhuma visão desde então (não que eu já tenha tido alguma), mas o filme diz que, para enganar a morte, devemos prestar atenções aos sinais. Não só os de trânsito ou os de "Cuidado! Alta Voltagem!", mas a todo tipo de sinal. E acho que tão me dando sinais:

* No dia seguinte ao filme, uma terça (diazinho que eu odeio), teve greve de metrô. Peguei o ônibus de sempre que, milagrosamente, não estava abarrotado. Aliás, sobrava lugar... Sentei em um banco e quando fui me preparar para dormir, entra uma horda de velhinhas. Tinha espaço para todas, menos para uma - extremamente carrancuda, diga-se de passagem -, que segurava um daqueles guarda-chuvas grandões, sabe, que impõe respeito. Então eu imaginei ela dando guarda-chuvadas em minha cabeça ou me puxando pelo pescoço com o cabo. Saí de lá e cedi o lugar p'rela, mesmo não sendo o reservado para os velhinhos. Até aí, nada demais aconteceu e subi ao status de cavalheiro.

* Na semana seguinte, eu tava andando aqui pelo bairro e tinha um senhor de idade, de macacão e com uma escada na mão. Provavelmente ele iria subir em algum lugar para pintar, já que a roupa tava suja de tinta. Ele colocou a escada para subir e então eu imaginei ele subindo e derrubando algo em mim, já que eu sempre passo debaixo das escadas. Atravessei a rua e, quando olhei, um cara tava correndo para ajudar ele, porque a escada não tava bem calçada e quase que ela cai em cima dos transeuntes. Pelo menos o velhinho não tava em cima dela.

* No início da semana passada, um senhor lá no centro da cidade veio me pedir informações. Como eu não sou paranóico 24 horas por dia, nao o afastei; respondi o que eu tinha de responder e o gentil velhinho me cumprimentou com um aperto de mão. Nessa hora, ele deu aquela senhora tossida sem tapar sua boca então eu imaginei a quantidade de bactérias e vírus que eu poderia ter adquirido de uma só vez. Pensando agora, seria essa a razão do meu início de gripe? Tava com uma dorzinha chata no ouvido recentemente...

* Atravessando a rua, alguns dia depois, esperei os carros pararem e tava andando na faixa. Um casal de velhinhos (em duas bicicletas distintas), vieram a milhão e furaram o sinal vermelho. Típico de moleques de 14 anos, não de 74. Desnecessário dizer que um passou a meio metro de distância desse que vos escreve. Então eu imaginei que puta azar seria se um desses batessem em mim: eu iria me estropiar todo, os velhinhos também, mas o culpado seria eu, já que provavelmente eles iriam quebrar o fêmur, deslocar a bacia, trincar o braço, essas coisas e tal...

* E para terminar, também na semana passada, tinha uma senhora no ônibus, que nem era tão senhora assim. O único lugar vago era a seu lado. Só que ela estava com duas agulhas DESTE tamanho fazendo tricô. Nem imaginei nada, simplesmente fiquei em pé, bem afastado dela.

Portanto, farei uma camiseta: "Eu Tenho Medo De Velhinhos". E passarei a evitar o INSS, filas de banco, a praça aqui perto de casa, asilos e a academia onde eu vou lá pelas 17:00 (que é quando a ala 3ª idade invade) - assim, só por garantia.

[esse blog não é a favor da discriminação dos velhinhos e também é contra qualquer tipo de violência contra a terceira idade. porém, o dono deste ainda está meio traumatizado]

Publicado por dan.zero às 1:57:57 PM
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