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Terça-feira, Setembro 30, 2003
[Portas Abertas] Uma das primeiras coisas que eu aprendi quando eu comecei a virar gente grande... quer dizer, quando eu entrei na adolescência, lá pelos 13 anos, foi que eu tinha que manter as portas abertas. Chances e oportunidades que poderiam vir com as portas abertas. Amizades que poderiam ser retomadas lá na frente se essas portas ficassem abertas. E eu sempre as deixo abertas. Engraçado que eu tenho um estranho dom de reencontrar uma pessoa que eu não converso há anos e conversar com ela como se eu tivesse visto na semana passada. Assim, flui. Já houve casos de eu até puxar a cadeira e sentar para conversar melhor. Isso até desconcerta a maioria das pessoas, porque para estas eu voltei a ser um completo estranho - fato que eu só percebo depois que eu dei tchau. Até percebo aquela cara de "meu, eu quase não conversava com ele e esse insano tá falando com essa intimidade", mas eu fico feliz de ver gente que eu não via há tempos. Mesmo se quase não falava com elas. Isso para mim é porque eu não guardo rancor (só às vezes, claro) e porque deixei as portas abertas. No sentido figurado.
Já no sentido literal, acho que também deve-se deixar algumas portas abertas. Veja você que desde que um dos prédios da empresa ameaçou cair, há uma superlotação aqui no andar onde eu trampo. Então tem o dobro de pessoas trabalhando aqui. É apasar de terem dobrado o número de mesas e computadores de trabalho, ninguém dobrou o número de banheiros. Aí que eu vejo como é importante deixar as portas abertas. Porque eu odeio quando eu estou no banhiero e nêgo chega com tudo e mete a mão na maçaneta. Então eu não faço isso, porque penso que banheiro desocupado é banheiro de porta aberta. E mesmo porque toda vez que eu fazia isso, o banheiro estava ocupado, fazendo-me sentir como um invasor de privacidade. Porém, um dia, não faz muito tempo, eu tava meio apertado. Como já tava de saco cheio de dar com a cara na porta N vezes, resolvi meter a mão na maçaneta. A porta abriu lentamente. Medo. Será que alguém esqueceu de trancar? Luz apagada, eu acendo. Ninguém. Claro, se alguém estivesse com a calça na mão, já teria berrado quando ouvisse a maçaneta. Bom, não necessariamente. Enfim, fui entrando. O medo que havia passado retorna quando eu vejo a tampa do vaso baixada. Caramba. O que teria de tão feio a ponto de alguém ter fechado a tampa? Será que não tem descarga? Pô, preciso usar, então eu tenho que levantá-la. Saio do banheiro. Respiro fundo. É 1, é 2, é 3; entro no banheiro, abro a privada e... nada. Nada? Ok, cheiro é alguma coisa. Ou, melhor (pior), fedor é alguma coisa. Podre. Argh. Então por que manter tudo fechado? Para matar o próximo usuário? Galera, aaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrr, por favor! Isso é tão bom. Ainda mais num banheiro. Portanto, Portas Abertas (ainda mais se você não estiver usando). Isso é uma das minhas filosofia de vida. Essa e "levem um fósforo". Aliás, uma vez eu deixei uma caixa de fósforos no banheiro e sumiu. Alguém deve ter pego para fumar. [esse fim de semana foi muito legal. eu não esperava que fosse tanto. foi praticamente um evento bloguístico. só que ando demasiado lesado para narrar tudo. então, leia no blog do Ferris, do Klein, da Karlota, da Lija, da Mary W., da Perdida (diz ela que iria postar algo logo, bem como o Marco), do Nabuco e da Tuka (acho eu que ela vai falar algo, sabe?) alguns pequenos momentos para entender o todo. chique no úrtimo. não, chique é beber champagne na balada. mesmo se não fui eu que paguei, certo?] ![]() [há sempre um momento em que o futuro entra por uma porta deixada aberta...] Sexta-feira, Setembro 26, 2003
[Script]
[dan.zero foi indicado para melhor ator no oscar. sua mãe ganhou o franboesa por pior atriz, já que não queria mentir. e seu pai foi indicado no troféu imprensa como ator revelação. meus irmãos que não riam quando lerem isso porque a próxima desculpa vai ser feita com uma ajuda deles.] Terça-feira, Setembro 23, 2003
[Hoje não tem Post] 1) Porque eu tô morrendo de sono. 2) Porque eu tô cheio de trampo e tá difícil botar tudo em ordem já que eu vou dar um gato amanhã aqui na empresa. É segredo, fiquem na moita, por favor. 3) Porque a criatividade não é uma plantinha que você colhe e usa quando quer. 4) Porque eu gostaria que vocês lessem minha coluna no site da Trash 80's nessa semana. E comentários são bem vindos, mmmkay? [eu trasheio, tu trasheias, ele trasheia... nós trasheamos, vós trasheais, eles treasheiam... aliás, tem um erro no texto. quem identificar ganha uma barra de sufflair ou uma rodada de tequila (a escolher). e é sério!] UPDATE - 23.09.2003, 14:15: Já corrigiram o texto... eu coloquei que a festa saiu do Cambridge para ir para o Cambridge. Nem precisava saber que era Caravaggio para ver que tava errado... Sexta-feira, Setembro 19, 2003
[Ser Educado não é Bom] Tava na loja de CD e resolvo pegar um para ouvir, já que eu ia demorar para ir ao cinema. Vou lá no fone de ouvido, passo o código de barra no leito a laser e fico lá, curtindo um som, quando uma japonesinha simpática se aproxima com uma tonelada de CDs na mão. Pega o primeiro e passa a capa no leitor do código de barras. "Carai", pensei. E não falei nada. Talvez ela percebesse sozinha... Passa uma vez, olha para o visor e nada; passa duas e nada; desiste. Pega o próximo CD da pilha. Era um CD de dance dessas rádios. Olha a capa, onde tem aquele 98 metalizado e passa o laser no 98. Baixo a cabeça e começo a segurar o riso. Olho para ela e ela tentando ler o visor. "Que maldade, Dan. Eu acho que você deveria ajudá-la", pensei. E digo a ela para tentar o outro lado. Ela olha, agradece e continua passando a capa no leitor de CD. Três CDs depois, isso começa a me irritar. Eu repito: - Por que você não tenta do outro lado? - Por que ele não leria desse lado? - ela respondeu. - Porque esse lado não foi feito para ser lido - falei calma e pausadamente. - Então onde o senhor acha que eu tenho que passar essa luzinha? - note a ironia em "senhor". "No seu rabo", pensei. Mas respondi: - No código de barras, ué. - E onde fica esse treco? - Já experimentou olhar o lado de trás do CD? - Tá, tô vendo. Aqui? - É. Mas esse tá com o safer bem em cima do código de barras. Pega outro. Isso. Agora passa aí no leitor. Pronto, é só escutar. - Escutar o quê? - Os CDs, oras. - Ah, tá. Mas eu só quero saber o preço deles. Nisso eu pendurei os fones e saí da loja sem comprar nada. [nada a ver: engraçado como eu não consigo pegar um bloco de notas e escrever um post. não. eu tenho que vir aqui, no meio do expedientec do trampo, abrir o blogger e digitar tudo aqui. me faz sentir meio transgressor da ordem. uma coisa meio "breaking the law" do judas priest.] Quarta-feira, Setembro 17, 2003
["I am the Son and the Heir..."] Governo ganha mais duas votações na reforma tributária, por Sérgio Gobetti "(...) O clima de vitória [para o Governo, que conseguiu prorrogar duas coisas importantes] só foi interrompido pela derrota do Palácio do Planalto em um dos pontos da reforma mais ligados às bandeiras históricos do PT: a "progressividade" no imposto sobre heranças. A proposta do governo, de taxar em até 14% as heranças e doações, precisava do apoio de 308 deputados para ser mantida no texto, mas só obteve 280 votos. "A intuição de classe dos deputados pesou mais do que o compromisso político", afirmou o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), referindo-se aos votos contrários da própria base aliada. (...)" Fonte Eu falo que o Governo é atrapalhado. Tinha mais é que taxar 14% para as heranças, ao invés dos módicos 4% atuais. Porque meu pai não é o José Abílio Diniz. Não. Meu pai não é o Antônio Ermínio de Moraes. E não é nem o Seu Sílvio nem o Gugu (graças a Deus). Então, do meu pai eu não vou herdadar nenhum dinheiro. Mas contas... vixi... Então, eu pegaria as dívidas e abateria 14% dela. Dava tudo pro governo. E quem é rico, não deixa herança. Se já não gastou tudo, vai fazendo transferências para os filhos, mulheres, amantes, etc, mas não paga 14% (ou 4%, que seja) pro Governo. Se bem que tudo nesse país é tributado de qualquer forma. Enfim... [eu odeio ver jornal. a começar pelas notícias políticas que eu não entendo direito. além disso, tem as de economia... eu sempre ia muito mal nessas aulas de economia. sempre passava em cima da média. era 5? passei com 5. era 7? passava com 7. não me esforçava porque não gostava. não gosto. e tem tudo a ver com odiar ver jornal desde que me entendo por gente. além do fato das músicas de qualquer telejornal que seja me deixar maluco (incluo aí até a do globo esporte - ou principalmente ela), é odioso ver "mais um corpo estirado no chão", catástrofes, mortes e fofocas. prefiro viver no meu mundo onde todo mundo é feliz, meio poliana. por isso que volta e meia eu faço limpeza mental e só via clipe na mtv. quer dizer, via, porque agora lá os clipes são mutilados. tá difícil a televisão no horário das oito. é por isso que eu acabo indo para a academia.] Segunda-feira, Setembro 15, 2003
[Anúncio] Compro carro. Melhor modelo pelo menor preço leva. Tratar comigo mesmo, lá nos comentários. Se uma coisa me dá dor de cabeça é seguro de carro: Você, jovem, do sexo masculino, entre 18-24 anos, residente da Zê-Éle da capital paulista, solteiro, querendo fazer o primeiro seguro, de um carro velho (1997, por aí... lembra da época das Spice Girls? Então, já era...)? Então se prepara: é caixão, mano. As primeiras cotações que fiz sairam na faixa de 2400, 2200... Aí fico na dúvida se compro um carro ou se eu faço seguro e fico sem o carro. Questionado aos corretores se não dava pra baixar os valores porque eu iria sair mais de fim-de-semana do que de meio-de-semana, a resposta foi: "O lance é estatística." Morar na Zona Leste, uma das áreas mais perigosas não ajuda e, por ser um carro velho, nêgo acha que eu vou deixar ele sempre na rua. Cacete. O treco me dá um puta trabalho pra comprar e eu vou deixar no meio da rua, dando mole? Não! Acontece que, eu, jovem de sexo masculino entre 18-24 anos residente da Zona Leste de São Paulo e solteiro com um carro velho na mão sou taxado de porra-louca. Pois é, porque um jovem de sexo masculino entre 18-24 anos residente da Zona Leste de São Paulo e solteiro só compra um carro velho pra ver se consegue uma transa com uma Maria Gasolina qualquer p'ra ver se deixa de ser solteiro, ainda que jovem de sexo masculino entre 18-24 anos residente da Zona Leste de São Paulo e com um carro velho. Caso eu não consiga deixar de ser solteiro, uma outra opção seria esperar até junho quando eu não mais seria um jovem de sexo masculino entre 18-24 anos residente da Zona Leste de São Paulo e solteiro com um carro velho na mão e sim um jovem de sexo masculino entre 25-30 anos residente da Zona Leste de São Paulo e solteiro com um carro velho na mão - mas não mais porra-louca. Porque vocês vejam que o povo acha que quando faz um quarto de século, o céu se abre e juízo inunda seu ser. Mas eu não quero esperar mais 9 meses. Porra! Isso é o tempo de uma gravidez. Então, decidi. Até o fim do mês serei um jovem de sexo masculino entre 18-24 anos residente da Zona Leste de São Paulo e solteiro com um carro velho na mão, esperando que o mesmo não me deixe na mão e sem um puto no bolso sequer p'rum motel - ainda que exista os de 16 reais por noite. [baú. o que eu preciso é dar o golpe do baú.] Segunda-feira, Setembro 08, 2003
[Desconexos de um Fim de Semana] Sexta, eu prometo a mim mesmo: vou à academia, chego em casa, baixo os meus e-mails durante a chatice do "Globo Repórter", vejo "Os Normais" e durmo para acordar cedo. Então eu chego em casa, bate uma puta preguiça, encosto no sofá e acordo atrasado p'ro compromisso de sábado de manhã. Com medo de perder o celular, resolvo deixar o celular em casa. Com medo de perder a chave, resolvo escondê-la num vaso para poder entrar caso não tenha ninguém em casa. Chego à noite e cade a chave? Sim, acharam a chave. E eu com dor de cabeça e sem ninguém para abrir a porra da porta. Belo esconderijo para uma "bela" idéia... Vou até a farmácia e no caminho vejo uma drag-Mulher-Maravilha no mesmo quarteirão de casa. Aniversário da cunhada da Tuka. É mole? Chego sábado à noite no aniversário de uma amiga de família. Na verdade, eu fui lá procurar minha mãe para ver se achava a chave. Pessoal me vê de bermuda e regata limpinho e estranham:
É, minha mãe, inglês e hopiharês (?) não dão certos juntos... aliás, lá no Hopi Hari, surgiu uma curiosidade: tivemos que levar um quilo de alimento não perecível para entrarmos de graça. Só que todos os alimentos não perecíveis tinham data de validade. Isso não é meio contraditório? Detalhes para entrar de graça: http://eptv.globo.com/hopihari À noitinha, fomos a Trashinha ver o Nabuco tocar. Quando toca "Olhar 43" do RPM, o Klein solta um "brega" (ou alguma coisa do gênero) durante o "Stephanie de Mônaco, aqui estou, inteiro ao seu dispor, princesa". Aí eu tive que explicar ao aculturado que, segundo as lendas do rock, comenta-se que o Paulo Ricardo se inspirou num piloto de corrida que faltou em uma prova porque tava dando um trato na pequena Stéphanie. Se minha memória não me trai, era o Émerson Fittipalidi (¹). Recomendo a Trashinha: apesar de esvaziar rápido, é de graça, só paga o que consome e você tem oportunidade de ver o cara das Casas Bahia, uma capa da Playboy ex-do Frota e tem a oportunidade de dançar lasciva! No domingo aprendi que sou muito melhor no videogame quando jogo com um controle do que quando tenho que dançar desengonçadamente num tapete estranho seguindo flechinhas ilógicas que sobem na tela ao som de poperôs que grudam na cabeça. Se tudo correu bem, ela não tirou nenhuma foto. E, à noitinha, mais um capítulo da saga MundoTamnhoCocôdeCoelho, quando eu a encontro. Ok, ela é vizinha na Zê-Éle mess... Hoje eu comi tutu de feijão no almoço. E a única coisa que vinha na minha cabeça era fecalomas. Argh! [(¹) esses momentos cultura inútil vêm bem a calhar quando não temos nada para publicar nos blogs] Terça-feira, Setembro 02, 2003
[Dilammen ou Dilemiojo: Uma Tentativa Idiota de Juntar "Dilema" com "Miojo Lammen"] Eu não sei quanto a vocês, mas eu me encontro entre vários dilemas quando eu vou fazer miojo: #1: Eu adoro Miojo cru. É assim mesmo: sem tempero e sem cozinhar. Ele é crocante, tem gosto de nada e eu adoro dessa maneira. Então eu fico na dúvida: coloco o Miojo na panela com água ou como ele puro mesmo? As duas maneiras são boas. A vantagem do cru é que aí você não precisa esperar ficar pronto... Pense como um Fandangos. A desvantagem é que se eu comê-lo cru, fico com um saquinho de tempero extra. E não venham me dizer para colcocar dois na próxima vez que eu fizer Miojo porque fica estupidamente forte. #2: Supondo que eu opte por cozinhar o Miojo, eu tenho que jogar o tempero na panela, certo? Ok, joguei. O que eu faço com o saquinho? Essa é a dúvida: ou eu corto as laterais e masco (é, você leu certo) ou eu completo com água e jogo na panela, maximizando assim o rendimento do tempero. Infelizmente, não dá para fazer as duas coisas, uma vez que se eu masco um saquinho de alumínio que eu praticamente lavei, eu só irei sentir o gosto do aluminío - que não é o dos melhores. E não, não dá choquinho ficar mascando o alumínio. Talvez as borrachinhas do aparelho impeçam isso, servindo como isolante... mas isso é só uma suposição. #3: Processar a Nissin Lamen. É uma coisa que eu penso desde que eu estava na sexta série. O lance é que eu sempre tava atrasado para chegar à escola, já que eu entrava às 11:10 (e saía às 15:10, veja você que horário ingrato). Outra coisa, foi que minha mãe nunca foi de fazer almoço cedo - mesmo pro filho de 12 anos que ia para a escola cedo. Não, não tô traumatizado, só fazendo uma constatação. Enfim, tinha que fazer o Miojo logo e ir para a escola. Lia as instruções na embalagem: "coloque dois copos e meio de água". Ok, lá ia eu. Só que se eu fizesse isso, a porcaria não ficava pronta em 3 minutos, conforme a mesma embalagem proclamava. Então a minha dúvida é: processo pelas instruções erradas (porque 2 copos e meio é para sopa - e, além de eu odiar sopa, na embalagem tá escrito "macarrão instantâneo") ou pela propaganda enganosa dos 3 minutos? [post dedicado à dona do sapo rosa, que me deu a idéia nessa madrugada insone. aliás, duas horas da manhã não é hora de tá acordada numa segunda para terça de estudos, certo, mocinha?] |